Archive for 2011

As 10 marcas top nas redes sociais

O Facebook superou neste ano a preferência do brasileiro entre as mídias sociais, um reinado que pertencia ao Orkut. A rede de Mark Zuckerberg tem atualmente mais de 30 milhões de usuários ativos no País, número que é trabalhado oficialmente. Dados do Social Bakers, portal que faz estatísticas do segmento, dão conta de 35 milhões de pessoas cadastradas. Com isso, segundo o Social Bakers, o Brasil assume o quarto posto dentre todos os países onde a rede está (os três primeiros são Estados Unidos, Indonésia e Índia).

Além do tamanho da base, é preciso destacar a velocidade de expansão do Facebook. Para se ter ideia desse ritmo, vale lembrar que em julho do ano passado eram seis milhões os brasileiros que acessavam a rede rotineiramente. De acordo com a Fbiz, que publica rankings com as fanpages mais populares no País — em parceria com o Social Bakers —, o crescimento em relação a 2010 foi de 265%.
Mas não são apenas os brasileiros que caíram de amores pelo Facebook. As marcas intensificaram suas ações no site a ponto de destacarem toda e qualquer iniciativa feita na rede. O botão “curtir” se tornou um objetivo dentre as metas das empresas que criam páginas na mídia social em busca da atenção do público. No entanto, como não podia deixar de ser, nem tudo emplaca no gosto do usuário.
No ranking de marcas publicado pela Fbiz, a liderança coube ao Guaraná Antarctica, que soma mais de 2,3 milhões de fãs. Na lista geral, é verdade, ainda está longe da performance do jogador Kaká, que tem mais de 12 milhões. Mas é mais do que Neymar soma (1,8 milhão). Globalmente, a coroa da fanpage mais apreciada pertence à Coca-Cola, com 36,3 milhões de fãs.
Isso demonstra que ainda há muito a avançar por aqui. Na análise da Fbiz, há três fatores que ajudam uma empresa a se sair bem no Facebook: o aspiracional (o público já possui alto envolvimento com a marca), o benefício ou recompensa (promoções, brindes ou valorização do fã) e o entretenimento, impulsionado pela interatividade e pelo conteúdo (as fanpages têm aplicativos, jogos ou outro conteúdo de valor).

Rica em atividades, com videogame, ações de engajamento com o fã e vídeos, a página do Guaraná Antarctica, por exemplo, prima pela recompensa e pelo entretenimento que oferece ao consumidor.

Também na avaliação da Fbiz, captar fãs é totalmente diferente de engajá-los. Isso porque uma determinada atividade pode atrair por um tempo a atenção do público, mas se não houver consistência na presença da marca nesse ambiente, esse trabalho pode se perder.

Em outras palavras, fanpages com ações de grande impacto necessitam de uma estratégia de conteúdo sustentável e de novas iniciativas para a taxa de engajamento não ser prejudicada. Há ainda mais uma orientação da agência: valorizar o fã ativo. Isso o mantém engajado, porém não significa que isso aumentará a base de pessoas que curtem a página. Como se vê, desafios não faltam.

Fonte: Meio e Mensagem

Facebook exibirá marcas no feed de notícias

O Facebook fará mais uma mudança no início do ano que vem: as sponsored stories (histórias patrocinadas) que, atualmente, aparecem ao lado direito da página de cada usuário e que estão relacionadas às marcas, poderão aparecer no feed (atualização) de notícias de cada usuário da rede social.

Mas, isso ocorrerá de forma gradual, avisa o Facebook, e desde que o usuário autorize. Hoje, tanto as sponsored stories quanto os links patrocinados aparecem para todos os usuários na coluna direita da página. Se o usuário autorizar, cada vez que curtir uma determinada sponsored story isso será mostrado no seu feed e para todos os amigos. O Facebook promete que não fará isso mais de uma vez por dia. E, segundo a rede, a história será devidamente identificada como conteúdo patrocinado, e não como conteúdo gerado pelo usuário ou por outro meio.
As sponsored stories são anúncios pagos pelas marcas que ficam visíveis para todos os usuários. O produto será lançado globalmente em 2012 e, gradualmente, como todas as mudanças do Facebook, os usuários receberão notificações do portal para aderirem ou não ao produto. Questionado pela eventual remuneração ao usuário que aceitar colocar os anúncios patrocinados em suas feeds, o Facebook diz que ainda não dispõe de um modelo para isso. Ou seja, por enquanto, vale o mesm o princípio do botão “curtir”: o usuário curte ou não a marca (ou as sponsored stories) de forma espontânea, sem remuneração.

Fonte: Meio e Mensagem

Os 10 destaques internacionais de 2011

No decorrer deste ano, o mundo da comunicação se agitou em diversas frentes. As redes sociais, por exemplo, atingiram um novo patamar de repercussão e deram voz a movimentos sociais, ou mesmo a eventos como o casamento real, que em situações anteriores jamais teriam o mesmo tamanho. Foi também o ano da criatividade, seja pelo lado bom, com o destaque que as campanhas da Wieden+Kennedy e o mini-Darth Vader ganharam, seja pelo lado ruim, afinal, a perda de Steve Jobs marcou o fim de uma era.
Em 2011, Meio&Mensagem decidiu criar 14 listas com destaques positivos e negativos do ano. Confira abaixo a lista de “10 Destaques Internacionais”.

Mini-Darth Vader, o queridinho do ano

Se houve uma campanha que caiu no gosto popular em 2011, definitivamente, foi “The Force”, filme da Deutsch de Los Angeles que trouxe o Mini-Darth Vader para divulgar o acionamento a distância de motor do Passat, da Volkswagen. Veiculado no intervalo do Super Bowl, o comercial foi o mais comentado do evento, segundo o site Brand Bowl 2011. Dez meses após a veiculação, o filme (Leão de Ouro em Cannes) já atingiu 46 milhões de visualizações e foi apontado como o vídeo mais compartilhado nas redes sociais em 2011, além de ter sido eleita a campanha do ano pelo Adweek.

O casamento do século

Uma festa para a qual praticamente ninguém foi convidado, mas que todo mundo comentou. Assim foi o casamento do príncipe William, herdeiro do trono britânico, com a plebeia Kate Middleton. Realizado no dia 30 de abril, foi o evento mais coberto pela mídia de todo o planeta neste início de século. Os noivos fizeram um acordo com o Google para que a união fosse transmitida ao vivo pelo YouTube. A repercussão foi tamanha que o termo Royal Weeding foi o mais postado no Twitter no primeiro semestre.

Playstation desprotegido

Em abril, mais de 77 milhões de jogadores cadastrados ao redor do mundo na PlayStation Network (PSN) tiveram seus dados pessoais roubados das bases de clientes da Sony. A ação dos hackers colocou em xeque a capacidade da companhia japonesa em proteger as informações dos seus usuários, abalando a imagem e depreciando os valores das ações. Por aqui, o vazamento gerou inclusive reduções no preço do PlayStation 3, a fim de minimizar os efeitos da crise.

A consagração da Wieden+ Kennedy

Seja com o escritório de Portland, seja com o de Amsterdã, 2011 foi o ano da microrrede Wieden+Kennedy. A empresa independente expandiu as operações e está em oito cidades, incluindo Tóquio, Xangai e Nova Delhi, além de São Paulo, onde se estabeleceu no final de 2010. Mas foi no lado criativo que a agência brilhou. A lista é grande e inclui, entre outros, “Write the Future” (para Nike), “The Entrance” e a continuação “The Date” (Heineken) e “Born on Fire” (Chrysler). Foi escolhida como agência independente do ano no Festival de Cannes.

Escândalo fecha NoW

O império de Rupert Murdoch, da News Corp., não conseguiu suportar a pressão da opinião pública, dos anunciantes e do governo britânico. A trajetória de 168 anos do tabloide News of the World (NoW) chegou ao fim em julho, após vir à tona a série de grampos telefônicos ilegais feita pelo veículo. O desfecho radical do caso teria como motivação o interesse da News Corp. em aumentar sua participação na operadora de TV via satélite BSkyB. O fim do NoW seria uma forma de aliviar a pressão do governo e de manter vivo o plano de comprar o restante da operadora.

A volta da AOL ao Brasil?

Em 2001, a AOL fez uma tentativa infrutífera de entrar no Brasil, com o Banco Itaú, para fornecer acesso à internet. Uma década depois, a empresa adquiriu, nos EUA, o site mais prestigiado do país, o Huffington Post. Em setembro, a presidente e editora do The Huffington Post Media Group, Arianna Huffington, anunciou a intenção de encontrar um parceiro local e iniciar a operação brasileira. Ao se completar esse círculo, portanto, se o HuffPost viabilizar a operação Brasil, a AOL estará de volta ao País.

O dia em que o mundo ficou menos criativo

Em 5 de outubro, o mundo disse adeus a um de seus maiores gênios contemporâneos, Steve Jobs, fundador da Apple, vítima de um câncer de pâncreas. O homem por trás de produtos como iPod, iPhone e iPad revolucionou nada menos que seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação (com a Pixar), música, telefones, tablets e publicação digital. O esmero e a inovação criaram valor também nas bolsas de valores: desde agosto, a Apple disputa dólar a dólar com a Exxon o posto de empresa de capital aberto mais valiosa do planeta.

Falta de sucessor faz Publicis estender prazo de Lévy

O CEO do Grupo Publicis, Maurice Lévy, completa 70 anos em fevereiro de 2012 e deveria abandonar o cargo ao final de seu mandato em 2011. No entanto, o board do conglomerado decidiu ampliar a idade limite de aposentadoria para 75 anos. Com isso, Lévy ganhou tempo para apontar seu sucessor. O nome mais provável é Jean-Yves Naouri, chairman da rede Publicis Worldwide. A questão se torna especialmente importante quando se tem em mente que Lévy é apenas o segundo CEO da história do Publicis.

Da Primavera Árabe ao Occupy Wall Street

Em 2003, um documentário irlandês afirmou que a revolução não seria televisionada. Quase dez anos depois a afirmação provou-se correta: a revolução não foi televisionada, mas sim twittada, retwittada e compartilhada nas redes sociais. No processo que derrubou o ditador egípcio Hosni Mubarak, a organização dos manifestantes partiu do Twitter e do Facebook. O mesmo aconteceu com o movimento Occupy Wall Street, que reúne manifestantes em Manhattan até hoje. Não à toa, a revista Time escolheu o manifestante como personalidade do ano.

Novas causas para São Google

Senhor das buscas e rumo à onipresença digital, o Google segue ampliando os horizontes da sua marca, avaliada em US$ 48,2 bilhões pela Brand Finance. Um mês depois de lançar sua rede social, o Google + somava mais de 25 milhões de usuários. E ainda sobrou fôlego para investir US$ 12,5 bilhões na compra da Motorola Mobility. Maior aquisição da história do Google, o negócio fortalece a plataforma Android.

Fonte: Meio e Mensagem.

Twitter busca conquistas a preferências de empresas e usuários

Com mais de 100 milhões de usuários no mundo todo, o Twitter completou cinco anos em 2011 e ocupa o segundo lugar no ranking das redes sociais em número de usuários, atrás somente do Facebook, segundo dados do próprio Twitter. Criado como ferramenta de comunicação, no entanto, o microblog tem tentado se reinventar para atrair as marcas e monetizar o serviço, especialmente com o crescimento do Facebook e o surgimento de novos canais, como o Google+.

O Brasil é o segundo país que mais possui pessoas conectadas à rede, com a média equivalente de 8,79% do total de cadastrados, de acordo com o Twitter. Com o grande número de público, o site é uma enorme oportunidade para gerar tráfego às empresas. As novas tendências dos consumidores, no entanto, apontam a preferência por relacionamento e diálogo nos canais sociais e não apenas receber informações, um das principais características do microblog.

Algumas empresas, como a Comcast, nos Estados Unidos, e o Bradesco, no Brasil, já visualizam a possibilidade de explorar novos comportamentos na rede, como a criação de perfis de atendimento e maior interação com o que os usuários escrevem. Os investimentos do próprio Twitter para o mercado também criam mais chances de utilização das marcas. No início do mês, o site apresentou uma nova interface para 21 marcas parceiras nos Estados Unidos, ainda em fase de teste, em busca de atrair mais anunciantes e elevar sua receita.

“O modelo agora foca em imagens e na conversa com os usuários, com três canais, Home, Connect e Discover. No último, as marcas podem contar suas histórias. A Disney Pixar, por exemplo, possibilita ao internauta ver um trailer na própria timeline, o que tornou muito mais dinâmico para uma narrativa e bem mais próximo do público”, aponta Leslie Orsioli, Diretora da agência We are Social, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O futuro da ferramenta
Ontem, dia 19, o Twitter recebeu um investimento de US$ 300 milhões da empresa Kingdom Holding, do príncipe saudita Alwaleed Nib Talal. O aporte financeiro reconhece a ferramenta como um negócio promissor com previsão de crescimento para brigar com as outras redes sociais pela preferência de anunciantes e usuários, principalmente com o Facebook.

Alwaleed é considerado o 26º homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 19,6 bilhões. O investimento na rede social equivale a uma participação de 3,75%. A companhia do empresário saudita possui participações também em empresas mundiais, como Citigroup, General Motors e Apple.

Enquanto o microblog busca melhorar sua interface e serviços, as marcas brasileiras ainda não utilizam plenamente as opções já disponíveis. “As companhias não usam as hashtags mais comentadas no Twitter, elas só olham para a própria marca. O maior erro hoje é as empresas só ficarem postando promoção e chamadas para visitar a sua página, sendo que existem usuários querendo tirar dúvidas sobre os produtos e o segmento da empresa e ninguém está lá para ouvi-los e dialogar estas questões”, destaca Paulo Kendzerski, Diretor/Presidente da WBI Brasil, em entrevista ao portal.
Com a nova interface, as marcas poderão focar ainda mais em relacionamento com o consumidor. O papel do Twitter sempre foi mais informativo, e agora a perspectiva é que haja um diálogo maior entre marcas e usuários. As transformações pretendem ainda apresentar formas mais rápidas e simples de conexão. Não há previsão, no entanto, de data para o modelo chegar ao Brasil.

Enquanto a novidade não chega às terras brasileiras, as companhias buscam estratégias para explorar as possibilidades do Twitter. Lançado em abril de 2010, o Promoted Trends é um dos recursos da rede social para gerar receita e aumentar o espaço das marcas dentro do site. O sucesso dos Trending Topics, ou em português, Tópicos de Tendências, fez com que empresas do porte da Samsung, Toyota e HBO pagassem pelo serviço e, atualmente, o Twitter arrecada cerca de US$ 120 mil por dia com a função.

Apesar do recurso não ser normalmente utilizado no Brasil, ele já esteve presente em ações como a da Pixar, que promoveu a estreia de Toy Story 3 com a ferramenta. O segredo do sucesso é realizar ações de comunicação por meio de conteúdo relevante, despertando o interesse dos consumidores e engajando os usuários a partir do tema abordado, gerando mídia espontânea.

Em outubro, o CEO do Twitter, Dick Costolo, declarou que pretendia dividir a receita da rede com os consumidores que twittam conteúdo relevante, com publicidade aliada a perfis de determinados internautas. O método é utilizado por famosos por aqui e nos Estados Unidos. O humorista Rafinha Bastos, por exemplo, já alegou faturar US$ 4 mil com tweets patrocinados, o mesmo acontece com o ator Charlie Sheen.

Twitter x Facebook
Apesar dos perfis voltados para o diálogo com o consumidor e novos aportes no design, o Twitter ainda é visto como um ambiente de tráfego para outras páginas e um monitor de tendências. “Ele não precisa oferecer muitas coisas, porque as próprias empresas vão criando ferramentas ligadas à API do Twitter, que é uma plataforma aberta”, lembra Leandro Kenski, CEO da Media Factory, ao portal. É o caso do aplicativo TweetDeck, que o Twitter comprou por 40 milhões em junho deste ano.

A principal diferença entre o Twitter e o Facebook é a possibilidade de captar informações sobre o consumidor. O Facebook permite utilizar os dados dos usuários e suas informações de preferência com o Open Graph. “São estratégias e caminhos diferentes. O Facebook tem muito mais liberdade para atuar e as pessoas que têm que se preocuparem com a privacidade quando vão participar de aplicativos e afins”, aponta Kenski.

Muitas empresas já desenvolvem softwares para agrupar um banco de dados dos seus clientes pelas informações nas redes sociais e o Twitter, por ser uma ferramenta bastante direta, perde na preferência das companhias neste quesito. “As marcas têm que saber utilizar as redes sociais e perceber que são um meio de análise de consumo, como se tivessem um laboratório de pesquisa em tempo e caráter reais e com um feedback muito ligeiro. O que pode ser utilizado para melhorar produtos, campanhas e realizar co-criações”, diz Leslie.

Patrocinar termos
Por meio do serviço disponibilizado pelo Twitter, as agências fazem a ponte entre as marcas e a rede social, como o planejamento e monitoramento de ações no espaço. Com o Facebook e as fan pages em voga, algumas empresas têm se limitado a postar apenas conteúdo, que, na maioria das vezes, leva o usuário para outras páginas. “As marcas têm ainda pouco conhecimento de como funciona a publicidade no Twitter. Há duas formas de trabalho, uma é fazer a promoção no próprio perfil, e outra é patrocinar algumas palavras, expressões ou marcas”, comenta Kendzerski.

Ao patrocinar uma palavra, o anúncio da empresa sempre aparecerá no topo de busca da lista daquele termo. A função pode ser comparada à do Google, no qual, ao realizar uma busca, a expressão desejada sempre aparece após anúncios ligados ao que foi escrito. O site de moda feminina Coquelux patrocinou no ano passado a palavra Oktoberfest e Blumenau, durante a temporada do festival de cerveja, sabendo que haveria muitas buscas pelos dois termos na época.

Outra marca que utilizou a estratégia foi a Coca-Cola, no México, para promover o show da cantora Britney Spears, do qual é patrocinadora. Na ocasião, a empresa buscava divulgar o vídeo de apresentação da cantora para atrair mais pessoas ao espetáculo. “O importante é saber explorar as opções. A realização de um festival numa cidade é uma grande oportunidade para as empresas de turismo, restaurantes e hoteis”, comenta Kendzerski.
Pequenas ações podem ter resultados expressivos dentro do Twitter. A Claro é um exemplo disso. A operadora reinventou seu diálogo com os consumidores, ao trazer o ex-jogador Ronaldo para assumir o comando do perfil da empresa no microblog em 2010. De lá para cá, o investimento fez a conta da companhia passar de 33 mil seguidores para 2,6 milhões, que recebem diariamente ofertas e promoções, além de brincadeiras, fotos e comentários do “Fenômeno”.

Outro modo de trabalhar melhor a presença das empresas na rede é ter múltiplos perfis para determinadas situações, como atendimento, promoções, novidades e conteúdo. “Percebemos que é interessante ter a parte de atendimento separada da de promoções e conteúdo. Quando atendimento pelo Twitter é segmentado fica muito mais fácil resolver o problema e as pessoas reconhecem. Elas elogiam e postam na própria rede social o contentamento com a marca, o que gera uma imagem positiva da empresa”, ressalta Kenski.

Bancos como Santader e Bradesco já seguiram esta tendência e possuem, além de múltiplos canais, perfis especiais de atendimento, onde é estabelecido um diálogo em tempo real do cliente com a empresa. O Alô Bradesco conta com 10,7 mil seguidores e o SAC Santander Brasil tem 5,9 mil. Em ambos os casos, o número de usuários é bem inferior ao das páginas principais e é focado apenas no atendimento.

“Para uma marca fazer um Twitter ela precisa entender de relacionamento. O Bradesco, por exemplo, não possui o tom de um SAC, tenta usar a linguagem da internet. O banco utiliza emoticons, agradece os elogios e se preocupa se o usuário está sendo bem tratado, tentando fazer um atendimento personalizado”, afirma Leslie.

As empresas podem ter no Twitter uma importante ferramenta para impulsionar as vendas e realizar ações de Marketing. Um levantamento com 3.268 usuários, da agência Bullet, em 2009, verificou que a maioria dos internautas (53,6%) acha interessante ações de Marketing na rede social, desde que com relevância. Por outro lado, 51% nunca participaram de nenhuma promoção no Twitter, mas possuem interesse e 33% responderam já ter participado.

Cerca de 70% afirmaram ainda que seguem ou já seguiram perfis de empresas, campanhas publicitárias ou eventos. Um dos equívocos das páginas corporativas no Twitter é não monitorar e analisar o que os seus seguidores ou usuários em geral estão comentando. Apenas um comentário pode ser uma porta para a marca se relacionar ou ganhar um novo consumidor.

“Em viagem para Gramado uma vez, escrevi no Twitter ‘O bom de ter um cliente em Gramado é aproveitar para passar o fim de semana na Serra’. Após cinco minutos recebi um tweet de um restaurante, que eu não conhecia e que também não me conhecia, assim: ‘Paulo, se você vem para Gramado conheça o nosso restaurante’ e passou o endereço. Uma ação extremamente ativa e nada evasiva”, exemplifica Kendzerski.

Facebook: novas mudanças afetarão as vidas dos usuários

Imaginando esse oceano de informação, parece impossível acreditar que os 2 bilhões de pessoas com acesso à internet ao redor do mundo comecem e terminem sua navegação diária digitando apenas www.facebook.com. Mas é nisso que Mark Zuckerberg acredita. O apetite do rapaz que vale 17 bilhões de dólares aos 27 anos faz crer que essa missão audaciosa pode ser cumprida.
Para tanto, além da dedicação obsessiva ao trabalho, Zuckerberg, o criador do Facebook, tem a coragem de fazer mudanças significativas em um time que não para de ganhar dinheiro, usuários e poder.

Num evento para desenvolvedores realizado em outubro, em São Francisco, a poucos quarteirões do Moscone Center, o palco preferido de Steve Jobs, o garoto-gênio vestindo camiseta, jeans simples e tênis de anunciou uma reestruturação completa na rede social mais usada do mundo.

A mudança contempla melhorias no visual, novidades nas principais funções e um pacote de terríveis notícias para competidores como Twitter e Google.

Entre outros anúncios e piadas que contou de forma tímida, Zuckerberg mostrou que o perfil dos usuários vai se transformar em uma biografia interativa e o botão Curtir passará, de acordo com a situação, a conjugar outros verbos, como assistir, ouvir, ler…
Uma coisa é certa: a vida dos cerca de 800 milhões de usuários do Facebook vai mudar, e muito. “É difícil dizer se alguma das mudanças tornará o Facebook mais forte ou mais fraco nesse segmento tão disputado, mas esse conjunto de novidades ilustra bem a principal vantagem competitiva da rede social: a habilidade e a coragem de fazer experimentos em larga escala”, disse a INFO Brian Butler, professor da Universidade de Pittsburgh especializado no mercado de tecnologia.

Não são apenas os usuários que sentirão essas mudanças. O recurso de assinaturas de atualizações, que permite ler o que alguém publica sem tê-lo como contato, atinge em cheio o Twitter. A expansão dos dados de geolocalização nos posts e nas fotos bate de frente com o FourSquare e põe mais um prego no caixão do Flickr.
Sem falar na gigantesca mudança de comportamento que poderá surgir pelo hábito de ter as notícias – e a publicidade – mais relevantes sendo mostradas de acordo com a afinidade de seus amigos com um assunto no lugar de ser definida por um algoritmo, como no Google.

Mas a novidade do novo Facebook que trará o maior impacto visual é a Linha do Tempo, posicionada logo abaixo do perfil de cada usuário.

No lugar de exibir um resumo das informações básicas e das preferências da pessoa, com links para fotos e recados no mural, a página foi redesenhada para dividir tudo por data e exibir com destaque acontecimentos que vão do nascimento e da entrada na escola até a troca de emprego ou o começo de um casamento.

As informações são dispostas em uma linha vertical, com fotos que destacam os eventos mais importantes em duas colunas e posts menores para relembrar atividades, como páginas curtidas ou locais visitados.

A partir dessa interface é possível ver quando um amigo postou um vídeo ou quais foram as mensagens de aniversário recebidas há dois anos. Também no perfil, há um mapa para organizar fotos e visitas de acordo com a localização geográfica num mapa-múndi.

São claras as pretensões do Facebook de reunir os dados de uma pessoa num só lugar, de forma organizada e fácil de explorar, não só para o usuário nostálgico, mas também como um gigantesco campo de pesquisas para que as empresas conheçam melhor seus consumidores em potencial.
“A possibilidade de resgatar a história do usuário é interessante para que as companhias possam estudar quem são seus consumidores e assim oferecer produtos mais específicos, dando margem para uma relação mais profunda”, afirma Wagner Martins, sócio da Agência Espalhe, especializada em campanhas virais para a internet.

Organização também é a palavra-chave para entender a versão remodelada do Feed de Notícias do Facebook. No lugar da bagunça atual, que mistura posts dos amigos com notícias, recados, notificações de aplicativos e insistentes pedidos de ajuda para jogos, a nova interface separa a torrente de conteúdo em três áreas distintas que se complementam.

>>> A primeira destaca o conteúdo que mais importa, ou seja, as publicações mais comentadas pelos amigos próximos, além de atualizações das páginas que o usuário curte.

>>> A segunda forma de exibição do conteúdo é ativada graças à criação de listas. Isso já existia? Sim, mas na nova interface as listas são criadas automaticamente e separam seus contatos de acordo com informações que você tem em comum com eles. No novo Facebook, seus amigos da faculdade, por exemplo, já estão numa lista com o nome da universidade, assim como os colegas do trabalho atual e assim por diante, como na estrutura de círculos do Google+.

Dessa forma, a cada post, o usuário consegue definir quem vai interagir com seu conteúdo e, com um click, ele pode ter um feed apenas com conteúdo enviado por determinados amigos. Há ainda uma lista de Melhores Amigos, que trata de forma diferente o conteúdo postado pelos componentes selecionados em detrimento dos contatos de outras listas.

>>> A terceira forma de ver os posts dos amigos é por meio de uma caixa lateral chamada Ticker. Trata-se da mudança mais ousada e também a mais controversa. Em um espaço que lembra o estilo do Twitter, o usuário do Facebook verá as atividades dos amigos em tempo real. A ideia, segundo Zuckerberg, é “separar aqueles posts que são interessantes só por alguns minutos do conteúdo que é mais importante”. Dessa forma, avisos de games são mostrados enquanto seu amigo está brincando e você pode interagir na hora certa e não se chatear com esse spam quase involuntário.

Algumas redes sociais falharam por ter barulho demais, oprimindo o usuário pela grande quantidade de conteúdo. Outras sucumbiram pela falta de conteúdo interessante. As iniciativas do Facebook são tentativas de alcançar um equilíbrio entre esses dois pontos”, afirma o professor Brian Butler.

Críticos da novidade chamaram o Ticker de caixa de spam e caixa de barulho, mas quem tem motivos para reclamar mesmo é o Twitter.

Com a novidade, o Facebook ganha relevância na distribuição de informação em tempo real e captura ainda mais minutos de uso dos seus usuários, além de oferecer um novo tipo de publicidade, mais simples e rápido.

“O uso dos feeds e assinaturas faz com que o Facebook seja tão atraente para acompanhar notícias quanto o Twitter, além de tornar os dois serviços muito parecidos”, diz Edney Souza, vice-presidente da Boo-box, startup brasileira que veicula propaganda em blogs e redes sociais. “O usuário tem à sua disposição formadores de opinião, entidades ou celebridades para seguir sem o requisito de ser seguido de volta.”

Entretenimento aproxima jovens e marcas

Entretenimento é uma das disciplinas mais pulsantes da comunicação. Basta prestar atenção na quantidade de shows,­ festivais e outras ações do gênero que têm atraído marcas interessadas em atingir o público brasileiro. Neste segmento também há espaço para eventos de menor porte, voltados para os jovens, e que têm sido incluídos em muitas estratégias de marcas que precisam se aproximar deste target. “Se antes só conseguíamos firmar parcerias com marcas de bebidas e cigarros, hoje estamos despertando a atenção de anunciantes do segmento de roupas, acessórios, tecnologia e operadoras”, conta Ricardo Fleury sócio e diretor da agência Multicase, especializada na criação e produção de festas e conteúdo para o público jovem.
A agência foi fundada em 2008 pelos sócios Iquinho Fachinni, Emiliano Beiruthe e Rodrigo Lunardelli, além de Fleury, e faturou já no primeiro ano R$ 1 milhão com venda de ingressos e bebidas nas festas que organizavam. “Naquele momento, os patrocinadores eram exclusivamente marcas de bebidas que bonificavam os eventos apenas com produtos”, explica Fleury. Já no segundo ano, o faturamento triplicou, quando os anunciantes passaram a usar os eventos como plataformas de relacionamento com seus públicos-alvos. A oferta da Multicase passou a atrair não só os fabricantes de bebidas, mas marcas como Blackberry, Samsung, Royal Caribean e Gol. A partir daí, os anunciantes se comprometeram com investimentos anuais­ ou semestrais nos eventos realizados pela empresa, que acabou mudando seu foco para o segmento de ativação.
Atualmente, a agência promove eventos esporádicos em plataformas proprietárias, como é o caso do Movimento Samba Funk e o selo de festas temáticas The Five. Também trabalha com formatados exclusivamente pensados e executados para o patrocinador, como organização de camarotes em grandes shows internacionais. Esse tipo de evento é um excelente negócio, segundo Fleury, para marcas que querem interagir com o público em um momento em que as pessoas estão se divertindo e abertas a conhecer novas experiências. “Em uma de nossas últimas festas tivemos o apoio da New Balance. O público pôde conhecer os modelos da marca e ainda fizemos uma interação, convidando os presentes a tirarem fotos e postarem em suas redes sociais”, explica.
Esporte de dia, festa à noite
Outra agência de ativação com sócios jovens e engajados na noite paulistana é a Haute, dos sócios Bruno Dias, Guga Guizelini, Felipe Aversa e Dado Ribeiro, fundada em 2009. Além de promover festas para um público fiel, a empresa também atua em plataformas que envolvem o esporte. Desde 2010, promove o Haute Kart Challenge, desafio de kart em várias etapas que este ano teve como patrocinadora e naming right a marca de energético TNT. O campeonato surgiu após os sócios perceberem que muitos de seus amigos gostavam da modalidade, mas não conseguiam organizar a competição. “É algo que pode ser abraçado por qualquer patrocinador”, ressalta Dias.
Esse tipo de plataforma é criado pelo setor de branding da agência que está dividida em Brand (planejamento) e Peo­ple (bilheteria). Em paralelo, a Haute também organiza festas, nas quais rea­liza ações de ativação criadas pela própria agência. Após os eventos, os profissionais conversam com seus seguidores nas redes sociais para receber o feedback.­ A Haute contabiliza mais de cinco mil fãs no Facebook.
Nesses dois anos, Dias percebeu que o setor está se profissionalizando e as marcas estão entendendo a necessidade de ter uma linguagem específica para esse público. “Antes, os anunciantes chegavam impondo como seria a ativação nos eventos, mas agora já entendem que são eles que têm que se adequar ao conceito do público”, destaca Dias.
Origem na contracultura
A Virtue é outra agência focada no público jovem que também concorre neste mercado de entretenimento. Ela está presente em cinco países e pertence ao mesmo grupo que edita a revista Vice, fundada há mais de 15 anos e editada em mais de 20 países. A empresa está por trás do Puma Social Club, inaugurado em outubro e que encerra suas atividades neste mês. O bar que está instalado no bairro dos Jardins, em São Paulo, é um espaço sazonal aberto ao público que privilegia os esportes noturnos, entre eles o pebolim, a sinuca e os dardos. Apesar de levar o nome da marca de acessórios esportivos, o ambiente e a decoração pouco lembram a Puma. “A ideia é expandir um conceito da marca que foi criado pela Virtue de Londres sobre os atletas da noite para fazer o consumidor brasileiro viver essa experiência”, diz Gabriel Klein, sócio e diretor criativo da Virtue Worldwide­ no Brasil.
A história da Virtue é curiosa. Ela nasceu como um braço de publicidade da Vice que tem parte do conteúdo focada em contracultura e que privilegia um jornalismo investigativo e participativo. “Apesar de muitas vezes levar um tom de denúncia, as marcas começaram a procurar a revista para anunciar e fazer parcerias que tenham um estilo Vice de humor”, frisa Klein. A partir dessa demanda, os fundadores perceberam que poderiam criar conteúdo e ativações para alguns anunciantes. “São ações que têm a nossa cara e do público que atingimos”, diz.
Entre os projetos de sucesso está o “The Creators Project”, desenvolvido para Intel. Trata-se de uma rede dedicada à celebração da criatividade e da cultura. O projeto realizou cinco eventos nas cidades de São Paulo, Nova York, Londres, Seul e Pequim. Os artistas puderam mostrar seus trabalhos, instalações, painéis, exibições e performances musicais. Toda a experiência foi documentada no site thecreatorsproject.com com posts diá­rios. A Virtue também já realizou projetos para MTV, Red Bull, Nike, Vodafone e Volvo, entre outros. Além do Brasil, tem escritórios em Londres, Nova York, Berlim e Melbourne, trabalhando em um sistema de brainstorm global para pensar novos projetos.

Branding: cuidados a serem tomados na evolução das marcas

À medida que o tempo passa, percebemos que as marcas assumem cada vez mais uma importância maior em nossas vidas. Dificilmente esquecemos algo que consegue satisfazer nossas necessidades e desejos. Nesse sentido, tudo aquilo que aprendemos ao longo da vida é extremamente significativo. A mente recalca, grava os momentos mais importantes da vida. Fixa na memória tudo aquilo que desejamos. Assim, a decisão de compra é tão importante quanto à escolha da marca. A identidade e o modo pelo qual o consumidor busca conhecer o produto é através da cultura, valores que a marca representa. Entretanto, a empresa precisa entender que a marca é uma propriedade intelectual.
O empresário acha que a marca é um bem particular e por isso pode mudar a sua aparência sem se dar conta de que a marca tem uma identidade própria, uma identificação com o consumidor. O produto pode evoluir, mas nunca deixar de lado a sua identidade cultural. A exemplo do novo Uno, novo Palio, nova Schin, novo Rider e assim por diante. O que era antes e o que é agora? Isso faz diferença, sobretudo na mente do consumidor.
A marca pode evoluir, mas com as mesmas características de formato, desempenho, durabilidade e outras. Essas características estão materializadas na memória do consumidor ao longo do tempo, tempo esse que não quer esquecer, pelo contrário, quer continuar a perpetuar a marca para que a memória continue sempre viva. O novo Palio é um produto inteiramente diferente, isso é fato. Mas o que fazer com o Palio que conhecemos, o Palio que está em nossa memória?
A marca, assim como o produto, é parte de nossa vida, como se fosse da família, um bem muito estimado. A estima da marca é o único fator capaz de atravessar fronteiras, uma linguagem única, um só sentido, um só sentimento. A perda de identidade cultural não significa só a desmaterialização do bem, mas acima de tudo a descontinuidade da marca.
Cada marca tem um significado especial, tem um papel a desempenhar em nossas vidas e não podemos intervir a não ser para dar um significado a sua própria existência. A exemplo do sabão Brilhante, xampu Seda, chocolate Garoto, bicicleta Barra Forte, absorvente Sempre Livre, presunto Sadia, salsicha Perdigão… A marca deve estar sempre dialogando com o consumidor, dizendo para ele que ela tem um significado especial e que, muito embora existam outras marcas, ela está sempre ao seu lado, como se fosse um membro da família. Qualquer mudança sobre a marca pode significar mudanças no comportamento do consumidor. Por isso, muito cuidado na hora de mexer numa marca.

Tipos de bios no Twitter: quanta criatividade!

O Twitter é uma ferramenta compacta em seus recursos originais, porém a criatividade dos usuários consegue contornar isso de alguma forma. Um exemplo simples disso é o uso da bio do Twitter, aquele espaço que serve para fazer uma breve descrição do utilizador daquele perfil. O espaço, como tudo no Twitter, é limitado, mas, quando bem aproveitado, mostra o quanto aquela pessoa pode ser criativa, ou não.
Após analisar brevemente algumas bios de usuários, resolvi dividi-las em tipos e apresentar aqui minhas impressões sobre elas. Será que você se encaixa em alguma delas?
O objetivo
É aquele usuário que vai direto ao assunto na sua bio. Diz a que veio dentro das mídias sociais, tal qual o que temos na bio do Ponto Marketing no Twitter.
O engraçado
Coloca na bio uma forma divertida de se descrever, procurando “quebrar o gelo” no Twitter e mostrar como tem imaginação fértil. Geralmente são publicitários que dominam a boa escrita.
O pseudo-engraçado
Sempre quis ser publicitário, mas não conseguiu ainda. Mesmo assim, acha que é engraçado e tenta fazer uma bio interessante, mas que apenas demonstra que tem muito a aprender.
O misterioso
Aquela pessoa que coloca algo do tipo “Quem sou eu? Descubra se for capaz!”. Quem faz dessa forma deve ter cuidado, pois frases assim podem soar pretensiosas demais.
O indeciso
Alguém que não sabe para onde está indo e faz questão de deixar claro na bio que segui-lo pode ser interessante ou desastroso. Geralmente coloca dizeres como “Não me siga, estou perdido” ou “Não sei se vou ou se fico”.
O poeta
Coloca na bio poemas ou frases muito bonitas e admiráveis. 90% dessas frases foi coletada em sites de frases famosas.
O nulo
Não coloca nada na bio e perde a oportunidade de se apresentar aos outros adequadamente.
O abarrotado
Tenta espremer na bio todo tipo de informação, como número de telefone, endereço comercial, site, CPF, nome da mãe, time do coração e tudo mais que couber. Acaba mesmo é fazendo uma boa lambança.
O Orkuteiro
Fácil de reconhecer: é aquela pessoa que coloca coisas como “Sou simpatica, bunita e antraente kkkkkk!!!!! Quem naum vivi p servi naum servi p vive!!!!!!!! mim adiciona ai kkkkkkk”, e outras descrições maluquetes.
Esses são alguns dos tipos que identifiquei numa busca rápida. Porém, por conta do resultado, resolvi não me aprofundar mais e correr algum risco.

Marcas miram na sustentabilidade infantil para atingir o consumidor do futuro

Com o mundo mais atento à sustentabilidade e cada vez mais empresas alinhando sua estratégia ao conceito, as crianças ocupam um papel de destaque como os consumidores do futuro. Muitas já tomam iniciativas de proteção ao meio ambiente e chamam a atenção dos pais, usando os ensinamentos que aprendem nas escolas. Aproveitando esta tendência, marcas como Tang, Pritt e Danone focam em passar ideias de consumo consciente para o público infantil, utilizando linguagem lúdica.
A questão ambiental já está presente na vida cotidiana das crianças, por meio dos educadores e da mídia, e as gerações atuais estão mais preocupadas com o tema. Se hoje as empresas já não estão mais alheias à sustentabilidade, quando seu público alvo são as crianças, o fato torna-se mais importante.

As companhias passam também a focar na educação dos mais novos, por meio de jogos, material para professores e oficinas, para valorizar a imagem de suas marcas e aproximar produtos e serviços dos pequenos consumidores.

“O consumidor tem um poder nas mãos. Suas escolhas abrangem vários aspectos, como economia, sociedade e meio ambiente, e direcionam as ações das empresas. Estamos em um processo de transformação significativo que não sabemos onde vai dar. Ainda não somos sustentáveis, mas talvez nossos netos sejam”, diz Mirna Folco, cordenadora de capacitação comunitária do instituto Akatu Mirim, voltado para ensinar sustentabilidade às crianças.

Aprender jogando

Na hora de levar o assunto sério às crianças, é necessário torná-lo atraente. “Para falar de um tema como esse, que envolve mudança de prática e de comportamento, é preciso também ser lúdico e interativo. Os jogos são uma boa ferramenta”, diz Mirna.

Assim como o portal do Akatu Mirim, do qual é patrocinadora, a Tang criou um game para reforçar o tema junto ao público infantil, importante consumidor da categoria. O Planeta Verde Tang, lançado em julho, é uma espécie de The Sims na qual os participantes constroem uma cidade, lembrando-se da preocupação de recolher o lixo, enviá-lo para o local certo e criar novos objetos a partir de usados. “O mais importante é mostrar à criança que ela pode realizar ações leves e divertidas, mas que tenham uma importância”, diz Juliana Macedo, gerente de marketing da Tang, marca da Kraft Foods.

A Estrela também investiu na proposta, com o lançamento do Banco Imobiliário Sustentável. O jogo tradicional, no mercado desde 1944, ganhou a versão ecologicamente correta. Além de ser feito 100% com matérias-primas renováveis, a temática busca fazer as crianças aprenderem brincando.

Ao invés de bairros e ruas, as casas do tabuleiro são reservas naturais, como a bacia do Rio São Francisco. As companhias de transporte foram substituídas por empresas como Companhia de Reciclagem Energética e de Reflorestamento e as punições e sortes são, por exemplo, “sua empresa foi multada por poluir demais” e “você protegeu suas terras do desmatamento e faturou com o turismo ecológico”.

Plantando no pote de Danoninho

Outra empresa que tem as crianças como público alvo e deseja ter sua imagem relacionada à sustentabilidade é a Danone. Com o mote “Danoninho Para Plantar”, a companhia empreende uma ação na vida real e virtual. Em cada embalagem vem um pacote com sementes para as crianças plantarem no pote do produto, com instruções direcionadas a elas.

No produto, também é encontrado um código exclusivo que permite ao participante criar uma floresta virtual no site da mascote Dino. A cada árvore plantada virtualmente, a empresa custeia o reflorestamento de um metro quadrado da Mata Atlântica, realizado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), parceiro da Danone na ação. Em 2011, até agora, foram reflorestados 88.318 metros quadrados com a iniciativa.
Para manter os pequenos interessados, a empresa, por meio de Dino, oferece prêmios para o participante acrescentar à sua floresta virtual e realiza entrega de medalhas. Recentemente, a companhia também lançou um jogo para iPhone em que o usuário deve fazer a mascote espalhar sementes. Quem conclui o game ganha mudas exclusivas para plantar no site.

Um reforço ao orgulho das crianças

Com o Esquadrão Verde, a Tang também realiza ações virtualmente e na vida real. Para participar do projeto, realizado em parceria com a Terracycle, as crianças devem se cadastrar no site, que abriga jogos. A marca propõe algumas ações para os internautas realizarem em casa, como um filme mostrando como fazer fantasias com materiais reciclados e pedindo para os participantes postarem fotos e vídeos provando que realizaram a iniciativa.

No ambiente físico, um cadastro é realizado por um adulto, que forma brigadas de coleta de embalagens de suco em pó. Cada grupo deve recolher um mínimo de 100 embalagens e enviar para o instituto, sem pagar pela postagem. Cada item vale R$ 0,02, que são revertidos para uma instituição escolhida pela brigada.

Hoje são 272.946 agentes e mais de 1,5 milhão de embalagens recicladas. Uma atividades proposta foi a construção de um robô de materiais reutilizados que entrou no Guiness Book, o livro dos recordes, como a maior escultura de papel reciclado do mundo. “As crianças adoraram, ficaram orgulhosas e, neste caso, fizemos um vídeo nos comunicando com os pais, para mostrar do que elas são capazes”, diz Juliana. O empowerment das crianças é valorizado como forma de incentivá-las.

“Realizamos pesquisas e começamos a entender melhor o que era importante para as crianças. Percebemos, principalmente no público de oito a 12 anos, que eles deixam de se ver como criancinhas e começam a ter liberdade, com limites, então querem conquistar seu espaço e mostrar aos pais que são capazes de fazer coisas legais. Notamos uma vontade das crianças em relação a melhorar o meio ambiente, e por outro lado elas não sabiam como fazer”, diz Juliana.

Apesar da comunicação direta com as crianças, também é importante falar com os pais e educadores. Dentro da estratégia da Tang, há um projeto embrionário com professores, ainda em fase de testes. O objetivo é levar conteúdo educativo e treinar os profissionais a comunicarem o tema de uma maneira que interesse às crianças. Os professores recebem as informações sem haver a presença da marca nas escolas.

Outra empresa que tem planos para reforçar este braço de capacitar os educadores no assunto é a cola Pritt. A marca da Henkel tem um projeto de desenvolver um programa de fidelização para professores, disponibilizando conteúdo no site da marca para ser utilizado na sala de aula. Entre o material, estarão propostas de atividades para serem feitas em casa e na escola, passo a passo de reciclagem, dicas e ideias sustentáveis.

Com presença constante no dia a dia dos estudantes, a Pritt abraçou o compromisso de passar sustentabilidade a seu público, unindo-o ao tema de criatividade. Por meio da Campanha Pritt Volta às Aulas 2012, sob o slogan “Recicle e Crie seu Mundo”, a marca oferece oficinas de artes manuais com materiais reciclados.

As Oficinas Pritt, realizadas em parceria com o canal de TV Nickelodeon, funcionarão em janeiro nas praias de São Paulo, aproveitando o verão. Além disso, a empresa lançou um produto especialmente para a campanha, a cola Pritt Hobby, que é desenvolvida a partir de cana de açúcar, em um processo de produção que não agride a natureza.
Quando o assunto é a comunicação de empresas direcionadas a crianças, se esbarra nas regulamentações e na discussão pública sobre publicidade infantil. “Tem que ter cuidado ao direcionar publicidade a crianças. Por isso mesmo as empresas seguem outros caminhos, porque não dá mais para simplesmente falar para a criança que ela deve consumir”, diz Mirna.
A Kraft Foods, por exemplo, tem uma política interna quanto a isso. Foram selecionados produtos que, de acordo com seus valores nutricionais, poderiam ter ações de divulgação direcionadas a crianças acima de seis anos, entre eles o Tang, que atende aos requisitos de possuir menos de 40 calorias e 10g de açúcares adicionados. Já as ações nas escolas com a divulgação das marcas foram abolidas. Nos projetos de Tang para instituições de ensino, as crianças não têm contato com a marca.

Já a Danone usa o site global The Food Profiler, que é uma metodologia de avaliação da qualidade dos alimentos, guiado por dados do NutriBrasil Infância. A ferramenta aponta os produtos destinados ao público de três a 12 anos que podem usar a publicidade, por seus perfis nutricionais. A empresa também não pratica distribuição de produtos em escolas, a menos que seja para fins educativos ou esportivos.

Além da reciclagem

Apesar das ações positivas, ainda é preciso investir muito mais na temática para revolucionar a forma de consumo e torná-la realmente sustentável quando as crianças de hoje forem adultas. “A sustentabilidade é um movimento que está acontecendo, já buscamos ter práticas melhores de consumo, mas há um caminho maior a percorrer. O consumo ainda é visto como um ato, mas é um processo em que se deve decidir de qual empresa comprar e como jogar fora ou reaproveitar”, diz Mirna, do Akatu Mirim.

É importante lembrar também que a sustentabilidade vai além da reciclagem, o tipo de iniciativa mais realizada com as crianças, principalmente pela complexidade de outros assuntos. “As empresas focam muito em reciclar, mas isso não é a solução. A reciclagem é a última saída, não dá para pensar só nela, temos principalmente que refletir, aprender juntos e, quanto mais pessoas fizerem parte do diálogo, melhor”, diz Mirna.

5º Congresso define temas

Conciliar os interesses das 35 principais entidades que representam a indústria da comunicação brasileira não é uma tarefa simples. Por isso, a definição dos onze temas (ver lista abaixo) que vão compor as mesas de debates do 5º Congresso Brasileiro de Comunicação já pode ser considerado o primeiro importante passo para a realização do evento, marcado para os dias 28, 29 e 30 de maio de 2012, no WTC, em São Paulo. Após três reuniões entre os principais dirigentes das entidades e integrantes do Fórum Permanente da Indústria de Comunicação (ForCom), presidido por Dalton Pastore, os temas já definidos que vão nortear as discussões foram aprovados de forma unânime. Mais tópicos poderão ser incluídos na programação durante as reuniões marcadas entre os principais dirigentes para o mês de janeiro. Os líderes de cada painel assim como seus integrantes, porém, só serão definidos numa etapa posterior.
Para Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), o momento econômico global impõe discussões sobre como as empresas brasileiras devem usufruir das oportunidades de expansão internacional. “Os debates vão abranger muito mais do que a propaganda. O Brasil caminha para ser em 2016 um mercado de R$ 40 bilhões. Temos que discutir essas novas fronteiras da mídia e as novas formas de relacionamento entre marcas e seus públicos alvos”, salienta Lara.
Entre essas novas fronteiras estão aquelas dentro do próprio Brasil, que o presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), Ricardo Nabhan, ainda considera fora dos radares de muitos grandes anunciantes do País. O dirigente lembra que foram aprovadas 21 recomendações na última edição do Congresso, em 2008. Para ele, o maior benefício para os mercados regionais foi a aprovação da Lei 12.232 que padronizou as regras para as licitações públicas federais, estaduais e municipais. “A lei ajuda a evoluir os processos licitatórios em todo o Brasil”, afirma Nabhan. Para que os resultados também se reflitam no mercado de contas privadas, a Fenapro tem distribuído a anunciantes regionais o Guia de Boas Práticas para a Contração de Serviços Publicitários, elaborado em parceria com a Associação Brasileira dos Anunciantes (ABA).
Os debates do 5º Congresso também podem contribuir para amenizar as tensões entre a ABA e a Associação Brasileira das Produtoras de Obras Audiovisuais (Apro), que surgiram com a MP 540 que majorou em 138% a taxa de importação de comerciais. A ABA, que se retirou do III Fórum de Produção, realizado em novembro, não terá participação ativa no 5º Congresso mas a entidade será mais uma vez uma das apoiadoras oficiais do evento. “Os nossos dirigentes que participarem de painéis o farão representando suas próprias empresas”, salienta Rafael Sampaio, diretor-executivo da ABA. Leyla Fernandes, presidente da Apro, afirma que os debates do 5º Congresso serão mais amplos do que aqueles travados no III Fórum de Produção, mais focados em questões específicas do setor. “Nosso diálogo com a ABA, porém, segue ativo. Há questões e normas que precisam ser acordados, que interessam às duas partes”, frisa Leyla. Em maio, segundo ela, os debates serão mais voltados às novas mídias, conteúdos em novas plataformas e atualização das questões referentes a direito autoral em produções audiovisuais.
Líder internacional
Outra importante etapa dos preparativos para o 5º Congresso será a escolha de um líder internacional para fazer a abertura do evento, a exemplo de Kofi Annan, o ganês vencedor prêmio Nobel da Paz em 2001, que a atração principal do 4º Congresso. A ideia agora é que, a exemplo de Annan, o líder escolhido seja um símbolo internacional da luta pela liberdade.
As primeiras edições do Congresso Brasileiro aconteceram em 1967 e 1969. A terceira edição, realizada em 1978, teve como principal marco a criação do Conselho Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. E o 4º Congresso demorou 30 anos para acontecer, em julho de 2008. Lara ressalta que cada um deles trouxe importantes marcos para a indústria. “O primeiro marcou a criação do IVC, enquanto o segundo abriu caminho para a Lei 4680 que regulamenta nossa atividade, e o terceiro deu origem ao Conar. O último estabeleceu as bases para a formatação da Lei 12.232, que regulamenta as concorrências públicas”, enumera.

emas do 5º Congresso
1) O futuro da profissão – Como as principais escolas de comunicação do mundo estão preparando seus alunos para o mercado. Uma pesquisa global entre escolas de comunicação será produzida pela ESPM. As opiniões de professores de grandes escolas globais de comunicação

2) As empresas de comunicação brasileiras e o mercado global – Na era da globalização, quais as oportunidades de internacionalização das empresas brasileiras de comunicação. O Brasil tem excelência em diversas áreas da comunicação, com empresas de todos os portes e profissionais de todos os segmentos. Que oportunidades têm estas empresas e profissionais para conquistar mercado internacional. E quais as barreiras para que isso se torne realidade.

3) Comunicação, crescimento econômico e desenvolvimento humano – A contribuição da Indústria da Comunicação ao crescimento econômico, desenvolvimento e inclusão social. Estamos cumprindo nosso papel? A Indústria da Comunicação e os entraves ao desenvolvimento: corrupção, burocracia, carga tributária.

4) Liberdade de expressão e democracia – A intimidade desta relação e a dependência que uma parte tem da outra. O Estado-Babá e a proteção aos leitores, telespectadores, ouvintes e consumidores. Regulação, Tutela e Educação. O direito de informar e o direito à informação. Os riscos e as ameaças à liberdade de expressão plena. Legislação, regulação e independência editorial. Sociedade de consumo e consumo consciente. Consumo e desenvolvimento. O papel da educação no “bom arbítrio”. Educação x Tutela. O estágio atual da educação no Brasil.

5) Comunicação one-to-one: personalização x privacidade – As novas tecnologias e as novas técnicas de comunicação personalizada. E os limites dela. Até onde a tecnologia pode personificar a comunicação. E até onde o consumidor quer ser identificado. As ferramentas de captação de informações sobre consumidores e seus hábitos, o uso mercadológico destas informações e, em contrapartida, a ética e o direito à privacidade.
6) As novas tecnologias e as novas fronteiras da mídia – Uma nova definição de midia. As novas tecnologias, as novas alternativas e até que ponto elas irão revolucionar o modelo atual de comunicação. Mais do que um cenário repleto de novas midias, estamos vivendo um cenário de redefinição do que é midia. De quanto será o mercado em 2014 ou 2016. Como planejar com tantas novas alternativas. O consumo de mídia e as novas gerações. Como a Indústria da Comunicação deve se preparar para os novos desafios impostos pela expansão do conceito de mídia. E como se aproveitar deles para melhor cumprir seu papel.

7) Sustentabilidade e Comunicação – O painel será três discussões: Consciência e Prática, Sociedade de Consumo e Sociedade Sustentável e Contribuições da comunicação para que o país se torne referência em sustentabilidade.

8) Criatividade e sucesso – Comunicação, criatividade e sucesso: como estreitar esta relação e torná-la evidente. A indústria da comunicação é a indústria da criatividade e da inovação? Pode ser mais? Como a nossa criatividade pode contribuir para o nosso sucesso e para o sucesso dos nossos parceiros de negócios, clientes e consumidores. E como evidenciar a relação criatividade / sucesso em benefício da expansão da indústria.

9) A reputação das empresas, SAC e as redes sociais – O SAC, uma conquista recente dos consumidores, será substituido pelas redes sociais? E como lidar com as redes sociais: uma forma de comunicação e de produção de conteúdo sobre a qual ninguém tem controle.

10) Pesquisa: a importância de conhecer a opinião do consumidor de comunicação – Como conhecer melhor a opinião e os anseios do consumidor, do leitor, do telespectador, do ouvinte, do internauta.

11) Regionalização – A força e a importância do “regional” num mundo globalizado. O desenvolvimento da indústria da comunicação nos mercados regionais.

Fonte: Meio e Mensagem

Brasileiro deve gastar mais neste Natal

Pelo menos um em cada cinco brasileiros pretende gastar mais nestas festas de final de ano do que em 2010. De acordo com pesquisa Holiday Shopping, realizada pela Nielsen, 21% dos entrevistados no Brasil afirmaram que abrirão a carteira em dezembro de 2011, maior índice entre os países latino-americanos.
Globalmente, os consumidores brasileiros só não estão mais otimistas que os da Indonésia (24%) e Vietnã (23%). Na Índia, o índice dos que pretendem gastar mais foi o mesmo: 21%. Na América Latina, a média ficou em 15%. Por outro lado, os mexicanos se revelaram os mais pessimistas com o consumo nos festejos: 45% deles disseram que vão gastar menos do que em 2010.
Os números de Estados Unidos e Europa também revelam o impacto da crise financeira sobre os seus moradores. Apenas 6% dos americanos e 5% dos europeus planejam aumentar os gastos neste fim de ano.

Fonte: Meio e Mensagem

Sustentabilidade infantil: como marcas veem os consumidores do futuro

Com o mundo mais atento à sustentabilidade e cada vez mais empresas alinhando sua estratégia ao conceito, as crianças ocupam um papel de destaque como os consumidores do futuro. Muitas já tomam iniciativas de proteção ao meio ambiente e chamam a atenção dos pais, usando os ensinamentos que aprendem nas escolas. Aproveitando esta tendência, marcas como Tang, Pritt e Danone focam em passar ideias de consumo consciente para o público infantil, utilizando linguagem lúdica.

A questão ambiental já está presente na vida cotidiana das crianças, por meio dos educadores e da mídia, e as gerações atuais estão mais preocupadas com o tema. Se hoje as empresas já não estão mais alheias à sustentabilidade, quando seu público alvo são as crianças, o fato torna-se mais importante. As companhias passam também a focar na educação dos mais novos, por meio de jogos, material para professores e oficinas, para valorizar a imagem de suas marcas e aproximar produtos e serviços dos pequenos consumidores.

“O consumidor tem um poder nas mãos. Suas escolhas abrangem vários aspectos, como economia, sociedade e meio ambiente, e direcionam as ações das empresas. Estamos em um processo de transformação significativo que não sabemos onde vai dar. Ainda não somos sustentáveis, mas talvez nossos netos sejam”, diz Mirna Folco, Coordenadora de Capacitação Comunitária do instituto Akatu Mirim, voltado para ensinar sustentabilidade às crianças, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Aprender jogando

Na hora de levar o assunto sério às crianças, é necessário torná-lo atraente. “Para falar de um tema como esse, que envolve mudança de prática e de comportamento, é preciso também ser lúdico e interativo. Os jogos são uma boa ferramenta”, diz Mirna.

Assim como o portal do Akatu Mirim, do qual é patrocinadora, a Tang criou um game para reforçar o tema junto ao público infantil, importante consumidor da categoria. O Planeta Verde Tang, lançado em julho, é uma espécie de The Sims na qual os participantes constroem uma cidade, lembrando-se da preocupação de recolher o lixo, enviá-lo para o local certo e criar novos objetos a partir de usados. “O mais importante é mostrar à criança que ela pode realizar ações leves e divertidas, mas que tenham uma importância”, diz Juliana Macedo, Gerente de Marketing da Tang, marca da Kraft Foods, em entrevista ao portal.
A Estrela também investiu na proposta, com o lançamento do Banco Imobiliário Sustentável. O jogo tradicional, no mercado desde 1944, ganhou a versão ecologicamente correta. Além de ser feito 100% com matérias-primas renováveis, a temática busca fazer as crianças aprenderem brincando. Ao invés de bairros e ruas, as casas do tabuleiro são reservas naturais, como a bacia do Rio São Francisco. As companhias de transporte foram substituídas por empresas como Companhia de Reciclagem Energética e de Reflorestamento e as punições e sortes são, por exemplo, “sua empresa foi multada por poluir demais” e “você protegeu suas terras do desmatamento e faturou com o turismo ecológico”.

Plantando no pote de Danoninho

Outra empresa que tem as crianças como público alvo e deseja ter sua imagem relacionada à sustentabilidade é a Danone. Com o mote “Danoninho Para Plantar”, a companhia empreende uma ação na vida real e virtual. Em cada embalagem vem um pacote com sementes para as crianças plantarem no pote do produto, com instruções direcionadas a elas.

No produto, também é encontrado um código exclusivo que permite ao participante criar uma floresta virtual no site da mascote Dino. A cada árvore plantada virtualmente, a empresa custeia o reflorestamento de um metro quadrado da Mata Atlântica, realizado pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), parceiro da Danone na ação. Em 2011, até agora, foram reflorestados 88.318 metros quadrados com a iniciativa.

Para manter os pequenos interessados, a empresa, por meio de Dino, oferece prêmios para o participante acrescentar à sua floresta virtual e realiza entrega de medalhas. Recentemente, a companhia também lançou um jogo para iPhone em que o usuário deve fazer a mascote espalhar sementes. Quem conclui o game ganha mudas exclusivas para plantar no site.

Um reforço ao orgulho das crianças

Com o Esquadrão Verde, a Tang também realiza ações virtualmente e na vida real. Para participar do projeto, realizado em parceria com a Terracycle, as crianças devem se cadastrar no site, que abriga jogos. A marca propõe algumas ações para os internautas realizarem em casa, como um filme mostrando como fazer fantasias com materiais reciclados e pedindo para os participantes postarem fotos e vídeos provando que realizaram a iniciativa.
No ambiente físico, um cadastro é realizado por um adulto, que forma brigadas de coleta de embalagens de suco em pó. Cada grupo deve recolher um mínimo de 100 embalagens e enviar para o instituto, sem pagar pela postagem. Cada item vale R$ 0,02, que são revertidos para uma instituição escolhida pela brigada. Hoje são 272.946 agentes e mais de 1,5 milhão de embalagens recicladas. Uma atividades proposta foi a construção de um robô de materiais reutilizados (foto) que entrou no Guiness Book, o livro dos recordes, como a maior escultura de papel reciclado do mundo. “As crianças adoraram, ficaram orgulhosas e, neste caso, fizemos um vídeo nos comunicando com os pais, para mostrar do que elas são capazes”, diz Juliana. O empowerment das crianças é valorizado como forma de incentivá-las.

“Realizamos pesquisas e começamos a entender melhor o que era importante para as crianças. Percebemos, principalmente no público de oito a 12 anos, que eles deixam de se ver como criancinhas e começam a ter liberdade, com limites, então querem conquistar seu espaço e mostrar aos pais que são capazes de fazer coisas legais. Notamos uma vontade das crianças em relação a melhorar o meio ambiente, e por outro lado elas não sabiam como fazer”, diz Juliana.

Fidelizando educadores

Apesar da comunicação direta com as crianças, também é importante falar com os pais e educadores. Dentro da estratégia da Tang, há um projeto embrionário com professores, ainda em fase de testes. O objetivo é levar conteúdo educativo e treinar os profissionais a comunicarem o tema de uma maneira que interesse às crianças. Os professores recebem as informações sem haver a presença da marca nas escolas.

Outra empresa que tem planos para reforçar este braço de capacitar os educadores no assunto é a cola Pritt. A marca da Henkel tem um projeto de desenvolver um programa de fidelização para professores, disponibilizando conteúdo no site da marca para ser utilizado na sala de aula. Entre o material, estarão propostas de atividades para serem feitas em casa e na escola, passo a passo de reciclagem, dicas e ideias sustentáveis.

Com presença constante no dia a dia dos estudantes, a Pritt abraçou o compromisso de passar sustentabilidade a seu público, unindo-o ao tema de criatividade. Por meio da Campanha Pritt Volta às Aulas 2012, sob o slogan “Recicle e Crie seu Mundo”, a marca oferece oficinas de artes manuais com materiais reciclados. As Oficinas Pritt, realizadas em parceria com o canal de TV Nickelodeon, funcionarão em janeiro nas praias de São Paulo, aproveitando o verão. Além disso, a empresa lançou um produto especialmente para a campanha, a cola Pritt Hobby, que é desenvolvida a partir de cana de açúcar, em um processo de produção que não agride a natureza.

Publicidade infantil

Quando o assunto é a comunicação de empresas direcionada a crianças, se esbarra nas regulamentações e na discussão pública sobre publicidade infantil. “Tem que ter cuidado ao direcionar publicidade a crianças. Por isso mesmo as empresas seguem outros caminhos, porque não dá mais para simplesmente falar para a criança que ela deve consumir”, diz Mirna, do Akatu Mirim.

A Kraft Foods, por exemplo, tem uma política interna quanto a isso. Foram selecionados produtos que, de acordo com seus valores nutricionais, poderiam ter ações de divulgação direcionadas a crianças acima de seis anos, entre eles o Tang, que atende aos requisitos de possuir menos de 40 calorias e 10g de açúcares adicionados. Já as ações nas escolas com a divulgação das marcas foram abolidas. Nos projetos de Tang para instituições de ensino, as crianças não têm contato com a marca.
Já a Danone usa o site global The Food Profiler, uma metodologia de avaliação da qualidade dos alimentos, guiado por dados do NutriBrasil Infância. A ferramenta aponta os produtos destinados ao público de três a 12 anos que podem usar a publicidade, por seus perfis nutricionais. A empresa também não pratica distribuição de produtos em escolas, a menos que seja para fins educativos ou esportivos.

Além da reciclagem

Apesar das ações positivas, ainda é preciso investir muito mais na temática para revolucionar a forma de consumo e torná-la realmente sustentável quando as crianças de hoje forem adultas. “A sustentabilidade é um movimento que está acontecendo, já buscamos ter práticas melhores de consumo, mas há um caminho maior a percorrer. O consumo ainda é visto como um ato, mas é um processo em que se deve decidir de qual empresa comprar e como jogar fora ou reaproveitar”, diz Mirna.

É importante lembrar também que a sustentabilidade vai além da reciclagem, o tipo de iniciativa mais realizada com as crianças, principalmente pela complexidade de outros assuntos. “As empresas focam muito em reciclar, mas isso não é a solução. A reciclagem é a última saída, não dá para pensar só nela, temos principalmente que refletir, aprender juntos e, quanto mais pessoas fizerem parte do diálogo, melhor”, diz Mirna.

Fonte: Mundo do Marketing

As grandes gafes do ano no marketing nos EUA

The Charlie Sheen Show
As peripécias de Sheen trouxeram-lhe muita atenção em 2011. Sua briga com os produtores da série Two and a Half Men fez com que ela parasse de ser produzida. Além disso, Sheen concedeu entrevistas ladeado de atrizes pornô, postou comentários desconexos no Twitter e foi protagonista de participações furiosas em programas de rádio
Overstock muito apressado
“Se tudo der certo, você verá a Overstock.com sair de cena e a O.co tomar seu lugar”. Essas foram as palavras do CEO Patrick Byrne, na primeira metade do ano. “Fizemos as coisas muito rapidamente e as pessoas ficaram confusas. Elas estavam dizendo que não fizemos um bom trabalho. Ainda estamos focados na O.co, mas a um ritmo mais lento”. E essas foram as palavras do presidente Jonathon Johnson, em novembro. Pelo menos os clientes não ficaram furiosos. Apenas confusos.
Netflix irrita seus clientes
Em julho, a Netflix anunciou em julho, com uma desculpa pouco convincente, que os preços para os assinantes subiriam. Em setembro, um e-mail do CEO da marca, Reed Hastings, para seus clientes começava com as palavras “fizemos besteira”. Ao invés de avisar o público sobre uma queda nos preços, o e-mail anunciava que a Netflix separaria serviços de aluguel de DVD e vídeos por streaming.
Anúncio da Nívea
Uma das peças da campanha da Nívea mostrava um homem negro, bem vestido e com os cabelos aparados, atirando para longe os restos de sua antiga aparência, que incluía um penteado afro. Na parte de baixo da foto, as palavras “re-civilze yourself” – algo como “recivilize-se”, em português. A internet encheu-se de protestos contra o anúncio possivelmente racista e a empresa tirou-o de circulação.
Lançamento do novo Target.com
Após desligar-se da Amazon, o site de vendas Target.com decidiu repaginar seu layout. A loja online, que vinha de uma relação de mais de dez anos com a gigante Amazon, relançou seu endereço na web, mas enfrentou diversos problemas com páginas que não carregavam, links quebrados e registros inexistentes.
Tênis tonificantes
É possível ter nádegas tonificadas apenas calçando um par de tênis e andando por aí? Sem exercícios específicos e sem se matar na academia? Talvez seja bom demais para ser verdade. De acordo com a Federal Trade Comission – órgão de proteção ao consumidor nos Estados Unidos – a promessa da Reebok era mesmo descabida. A empresa concordou em desembolsar US$ 25 milhões para reparar danos de sua propaganda enganosa. Outra produtora de tênis tonificantes, a Skechers, também está sob a mira de órgãos públicos.
Bank of America fora de sintonia
Com os consumidores ainda sentindo os efeitos da crise econômica e com a classe média norte-americana suficientemente irritada com resgates financeiros e com os lucros dos bancos, essa não era a hora para alguém implantar uma taxa de US$5 por mês para os utilizadores de cartões de débito. E foi exatamente o que o Bank of America fez. O banco acabou por abandonar a ideia depois de reclamações dos clientes.
O fiasco da Fiat
Quando os fãs da montadora italiana viram Jennifer Lopez rebolando no anúncio do Fiat 500, a reação foi de confusão e fúria. Mas eles entenderam errado, disse a Chrysler. O anúncio não era sobre um carro, mas sobre um novo clip da cantora. Não demorou muito para que a Impatto, a agência por trás da ação, fosse trocada e um anúncio “de verdade” fosse ao ar. Mas J.Lo estava muito ocupada para fazer novas filmagens. Então foi usada uma dublê.
Huffington Post pune colaborador
O jornal suspendeu indefinidamente um de seus colaboradores por supostamente escrever o que não devia em uma de suas colunas. “Nós temos tolerância zero com esse tipo de atitude”. Mas a punição parece ter sido excessiva. Blogueiros de outros sites afirmaram que a pessoa em questão apenas fez o que foi ensinada a fazer pelo Huffington Post.
Groupon e o Super Bowl
O pessoal do Groupon achou que seria uma boa ideia tirar um sarro da atual situação problemática do Tibet, em um anúncio sobre compra de cupons para restaurantes. O pior: a peça foi ao ar durante o Super Bowl, a final da liga estadunidense de futebol americano, um dos eventos mais vistos no mundo. O comercial causou alvoroço nas mídias sociais e o CEO da loja de vendas online, Andrew Mason, teve de se desculpar.

Fonte: Meio e Mensagem

Refletindo sobre o relacionamento no meio digital

As ações de relacionamento mudaram. Apesar de manter a essência de oferecer tudo aquilo que pode agradar ao consumidor, os meios são outros. E aquele que não se adequar e entender isso, dizem os especialistas, está fadado a ficar na solidão. No Marketing de relacionamento, as redes sociais e a internet são pilares deste novo cenário para as relações entre empresa e cliente. É preciso que fique claro, no entanto, que não basta clicar algumas vezes no mouse para estreitar esses laços.

Hoje, vale tudo para agradar o consumidor. Com a velocidade que as informações são trocadas atualmente, não dá para imaginar que há somente 20 anos, 10 dias era o prazo médio para que uma reclamação chegasse ao departamento de Marketing de uma companhia. Certamente a interatividade ajudou e ainda pode oferecer mais do que apenas dados. Cada vez mais as empresas aprofundam o seu conhecimento sobre o cliente e aumentam sua presença no meio digital.

Mas, a facilidade com que se constrói uma plataforma de relacionamento pode enganar até mesmo quem as cria. “É preciso separar estratégia de relacionamento de ocupar espaço”, alerta Ricardo Teixeira, Coordenador do Programa Analista FGV e especialista em relacionamento, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Informações digitais
É unanime: Investir em relacionamento sem a internet não funciona. Então, criar um site interativo e perfis corporativos nas redes sociais resolve? Em parte. Além de oferecer todo o mecanismo de entretenimento, o mais importante é entender o que as informações querem dizer. “O investimento maior deve ser feito no profissional, com preparo e capacitação para entender o que está sendo dito. Avaliar e classificar o que chega, porque muitas vezes não traz conteúdo”, diz Patrícia Rozenbojm, Diretora Comercial da Consumer Voice, agência especializada em projetos de CRM.

Entre os projetos criados pela Consumer, está o “Bichinhos dos Sonhos”, para a Bauducco. Nesta promoção, a agência obteve informações pelo SAC enquanto ela estava em andamento. Além de fornecer dados para ações futuras, as informações foram interpretadas pela área de Marketing da companhia que, após uma analise de mercado, direcionou a comunicação de toda a linha de produtos da Bauducco para consumidores de diferentes perfis.

Com isso, a marca passou a presentear seus consumidores com uma edição limitada de pelúcias. De acordo com a empresa, em menos de um mês do início da ação foram trocados 600 mil itens. “A iniciativa nos ajudou a identificar quais foram os pontos melhor avaliados e as melhorias, e isto são aprendizados que ficam na empresa para futuras campanhas”, conta Marcos Bedendo, Gerente de Marketing da Bauducco.

Relacionamento em redes
Mesmo com as novas formas de se relacionar com o cliente, as empresas seguem um modelo tradicional, usado antes da chegada das redes sociais: interação de quem oferece com quem adquire. “Esse tipo de relacionamento ainda é feito, mas com tecnologia nova. Hoje se consegue atingir muito mais gente. A tecnologia tem feito a diferença e é a principal mudança nos últimos anos”, afirma Teixeira, da FGV.

O investimento em tecnologia para aprimorar o relacionamento hoje em dia deve contar, não só com respostas mais rápidas, como também diálogo pelo Twitter, Facebook e respostas adequadas para as dúvidas mais frequentes. Por isso, ao abrir a comunicação com o consumidor, o profissional precisa, além de falar corretamente, entender a necessidade do cliente e transformá-la em oportunidade para a sua empresa.

Com a ajuda das redes sociais, será cada vez mais fácil melhorar o relacionamento. “Existe hoje uma interatividade muito maior. Em alguns casos é muito positivo, mas em outros as empresas não agregam muito em relacionamento mesmo estando presente nas redes sociais de forma ativa”, completa Ricardo Teixeira.

Fonte: Mundo do Marketing.

Brasileiros pretendem gastar 21% a mais neste Natal do que em 2010

Os brasileiros estão entre os mais otimistas do mundo em relação ao Natal de 2011. Apesar da alta inadimplência registrada este ano, a pesquisa Holiday Shopping, da Nielsen, mostrou que os consumidores do Brasil pretendem gastar 21% a mais do que nas festas de 2010. O número está acima da média da América do Sul, de 15%, e empata com a Índia no terceiro lugar mundial.

Os países que pretendem gastar mais são Indonésia, com 24%, e Vietnã, com 23%. Já China e Rússia apresentam estabilidade, com 66% e 64% da população, respectivamente, que disseram manter os valores gastos em 2010. Com a crise econômica, apenas 6% planejam aumentar os gastos nos Estados Unidos e 5% na Europa.

Na América do Sul, o Peru tem a segunda maior intenção de aumento nas compras de 2011, com 16%, atrás do Brasil. Já os mexicanos são os mais pessimistas, com 45% da população planejando gastar menos do que em 2010.

Em relação aos produtos e serviços mais adquiridos, o resultado nacional é uma surpresa. No ranking de prioridades, viagens estão em primeiro lugar, com 29%. A escolha representa a ascensão social da população e uma migração para outros tipos de consumo, com um investimento maior em entretenimento. No segundo lugar está a compra de roupas, com 26%, seguida por eletrônicos (25%) e livros (24%).

Além do Brasil, apenas o Chile elegeu as viagens como primeira opção na América do Sul. Mexicanos, argentinos, colombianos, venezuelanos e peruanos são unânimes na compra de roupas. Com exceção da Argentina e Venezuela, os eletrônicos também estão entre os três principais desejos de consumo dos sul-americanos neste Natal.

Fonte: Mundo do Marketing.

Marcas esperam faturar até 18% a mais no Natal de 2011

O Natal não é a data mais esperada do ano apenas para os consumidores. Marcas como Starbucks, Bauducco, O Boticário e Natura apostam em lançamentos de produtos no período para faturar neste fim de ano, que segundo a expectativa da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas deve apresentar um crescimento de aproximadamente 6% nas vendas, podendo chegar a 9%, com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A Pandurata, detentora das tradicionais Bauducco e Visconti, é uma das empresas que aposta em novidades para o fim de ano. A companhia planeja um aumento de 18% nas vendas de panettones em 2011 e investe R$ 28 milhões em ações de marketing no período, que representa 30% do faturamento anual da empresa. O grande lançamento da Bauducco para a data é o Chocottone Trufa, que chega ao mercado custando R$ 11,69.

Para atrair os consumidores nos pontos de venda, as latas dos panettones Bauducco também ganharam novas cores. Além da opção anterior na tonalidade vermelha e imagens natalinas, a embalagem do Panettone Bauducco 1kg ganhou uma versão dourada e a opção de 750g do Chocottone conta agora com uma lata alternativa na versão pérola. As embalagens triangulares dos Cookies de Natal da marca também podem ser encontradas agora nas cores verde e vermelha, ao preço sugerido de R$ 10,19.

Outra marca que aproveita a forte demanda por panettones nesta época do ano é a Ana Maria, mais conhecida pelos bolinhos. A empresa pertencente ao Grupo Bimbo de Alimentos, do México, lança uma versão do tradicional produto natalino de 550g, recheado com gotas de chocolate, por R$ 15,99.

A novidade tem foco no público infantil e conta com atrativos em sua embalagem como itens que podem ser recortados para compor um cenário, ao lado da mascote da marca. O portfólio traz ainda outras opções, como o Mini Panettone com Lata Personalizada de 80g e mini porções de 80g e 95g, custando R$ 3,49 e R$ 4,49, respectivamente.

uscando se aproximar do consumidor brasileiro, a Starbucks também investe na clássica receita natalina e traz em 2011 uma novidade exclusiva para o mercado nacional. A empresa lançou panettones da marca, produzidos nas versões de Frutas Cristalizadas com Uva Passa e Chocolate Frutado, vendidos a R$ 42,90 e R$ 44,90, respectivamente. Quem adquirir o produto, ganha ainda um vale-frappuccino para ser trocado nas lojas da rede.

A escolha pelo panettone faz parte de um projeto maior. “A Starbucks está presente no Brasil há cinco anos e tem buscado por meio do seu portfólio se tornar relevante para os consumidores locais, principalmente na área de alimentos, onde temos mais flexibilidade para diversificar. Após a realização de pesquisas lançamos produtos inspirados na culinária do país, como pães de queijo, misto-quente, coxinhas de frango, empadas e três variantes de brigadeiros, que têm apresentado um bom desempenho nas vendas”, afirma Débora Caig, gerente de marketing da Starbucks Brasil.

Fonte: Exame.com

De onde vêm as tendências de consumo?

Para saber identificar tendências, uma pessoa precisa, antes de tudo, ser curiosa, diz Reinier Evers. Expert em trends e fascinado pelo mundo dos negócios online que a internet possibilitou, o holandês é fundador da empresa de pesquisa de tendências de consumo Trendwatching, nascida em Amsterdam, mas hoje com sede em Londres e personificada em trend hunters espalhados por mais de 120 países.
Na companhia de Henry Mason, chefe de pesquisa & análise do Trendwatching, Reinier conversou com EXAME.com sobre a tarefa de buscar ideias promissoras pelo mundo e os países que estão na roda na hora de contribuir com inovações. Leia a entrevista.

EXAME.com – O que uma pessoa precisa para saber identificar tendências?

Reinier Evers – Ter curiosidade é importante. Claro que se torna mais fácil se você tem tempo e a habilidade de perceber que talvez o que acontece em um supermercado brasileiro pode estar acontecendo ao mesmo tempo em uma fábrica alemã. Quando se está focado em apenas um lugar e uma atividade, é mais difícil. Há também um perigo quando você está sozinho buscando tendências, que é o de se tomar como base para tudo. Você precisa ficar fora dessa análise, e pensar nas necessidades e gostos de vários tipos de pessoas.

EXAME.com – O Trendwatching.com está agora com conteúdo traduzido para português. Por que você achou importante se aproximar do Brasil?

Evers – É nas economias que estão indo bem que encontramos um interesse maior em tendências. Vemos isso no Brasil, na Turquia, na China e na Índia, por exemplo. O Brasil é um mercado imenso, com um sentimento muito positivo. Não apenas é uma economia jovem, como também uma sociedade jovem. Para nós, seria um desperdício de mercado se não estivéssemos presentes aqui. O que sentimos vindo da Europa hoje é muito negativo. Eu diria que Nova York, Cingapura e São Paulo são três lugares onde queremos estar.

EXAME.com – De que partes do mundo estão vindo as principais tendências hoje?

Evers – Por muito tempo, esperávamos que inovações em marketing e tecnologia, por exemplo, viessem da Europa e da América do Norte. Hoje, porém, vemos os novos mercados também contribuindo, e não apenas copiando. Faz sentido que tendências venham de sociedades de consumo estabelecidas. E é por isso que os Estados Unidos ainda trazem grandes novidades. Mas estamos vendo cada vez mais inovações e tendências vindas da China, da Índia…

EXAME.com – E o Brasil, onde entra?

Evers – O Brasil ainda está muito no começo. O que temos hoje no Brasil é uma comunidade criativa muito grande e crescente, especialmente em inovações em marketing ou design. Os publicitários brasileiros estão sempre entre os mais premiados. Eu diria que o Brasil, apesar de ainda não ser um lugar de onde as principais tendências vêm, está muito bem posicionado. Aqui existe uma sociedade muito aberta e não-restritiva, e isso é bom.

EXAME.com – O que países que “criam” tendências têm de especial?

Evers – É necessário ter uma cultura cosmopolita. É importante estar exposto a pessoas e culturas diferentes. Acho seguro dizer que o Brasil possui uma vantagem, que é a de ter uma sociedade que valoriza a criatividade e o individualismo. É um valor ainda complicado na China, porque a sociedade é extremamente coletiva. Lá há um medo em fazer coisas de forma diferente, de sair da linha. Mas é importante. Londres é um grande exemplo disso e um lugar fantástico para criatividade.

EXAME.com – Tudo que vocês têm identificado tem, necessariamente, a ver com tecnologia?

Evers – Hoje tudo tem um aspecto tecnológico. A tecnologia se tornou uma parte da vida, oferece oportunidades para inovações sem que seja necessário envolver mil pessoas em um projeto. Acho que a parte fascinante da tecnologia é que você pode inovar de forma individual. Se você tiver uma grande ideia, pode distribuí-la de forma simples. Nós chamamos isso de “Off = On”. Há poucos anos havia uma separação entre dois mundos. Mas hoje não. Hoje vivemos a cultura das telas.

EXAME.com – Você não acha que hoje há uma overdose de tendências? Elas estão sendo descobertas com uma velocidade cada vez maior. Como separar o que é modismo do que é algo realmente consistente?

Evers – Às vezes não é um trabalho fácil. Nosso posicionamento é de que é preciso olhar para inovações. Nós não fazemos previsões, apenas observamos o que está acontecendo no momento. O que acontece hoje já é novo o suficiente, e se pode fazer muita coisa com essas novidades. Se vemos algo que é popular e agradável a certo segmento de consumidores, e percebemos isso em outras partes do mundo, torna-se, de certa forma, seguro dizer que há uma demanda, há uma necessidade.

EXAME.com – Você pode dar um exemplo?

Evers – Hoje há um interesse crescente das pessoas em como e pelo que o processo de decisão de compra está sendo influenciado. E isso está acontecendo em uma escala tão grande, que não é apenas um fato isolado. Você percebe que não e algo que desaparecerá de uma hora para outra. Se isso estará acontecendo daqui a dez anos, eu não sei. Precisamos olhar para as necessidades mais profundas das pessoas.

EXAME.com – O que você acha que estará bombando em 2012?

Evers – Há um conceito chamado “Perfect stranger”, que está associado a pessoas que você não conhece, mas com quem compartilha conteúdos porque vocês têm os mesmos gostos. São produtos ou serviços compartilhados, e não somente por meio de “seguidores” ou “fãs”. Há também uma grande onda de marcas que buscarão mais humanidade em suas ações. Será uma forma mais transparente de se relacionar com consumidores. Veremos campanhas e marcas mais humanas.

Fonte:Exame.com

Mídias sociais representam menos de 5% dos investimentos

A popularização da internet e o crescimento dos usuários de mídias sociais têm atraído a atenção das empresas que operam no Brasil. Mas ainda há muito o que se evoluir do ponto de vista de negócios.
Levantamento da Amcham junto a executivos de marketing de empresas associadas mostra que para 47% as plataformas sociais ainda respondem por menos de 5% do orçamento de marketing. Um grupo de 21% investe até 10% e outros 13% dedicam até 20% da verba. Somente 3% afirmaram que esse tipo de investimento chega a 40% do total gasto em marketing.

No entanto, 96% dos entrevistados disseram reconhecer as redes sociais como importante canal fomentador de negócios e que 65% planejam aumentar as ações e verbas destinadas a essas ferramentas em 2012. Outros 31% dizem que manterão os aportes no nível deste ano.

Os participantes da pesquisa da Amcham listaram os objetivos principais do trabalho de comunicação via mídias sociais que pretendem desenvolver em 2012. São eles: relacionamento com o cliente (74%); reforço de marca (63%); promoção e divulgação de produtos ou serviços (53%); monitoramento de marca (46%); e e-commerce (18%).

A rede de relacionamento Facebook deve concentrar o maior esforço de marketing das companhias em 2012, com 76% das menções. Twitter (56%), Google+ (32%), Foursquare (10%) e Orkut (8%) também foram lembrados.

Para a sondagem, a Amcham ouviu 72 empresários, gestores e executivos de marketing que participaram de comitê da área em São Paulo no dia 29/11. Na amostra consultada, 78% já contam com perfis oficiais corporativos em pelo menos uma rede social e 14% planejam desenvolver num futuro próximo.

O comitê de Marketing da Amcham-São Paulo reúne diretores, gerentes e executivos de grandes, médias e pequenas empresas para discutir assuntos ligados a estratégias de promoção e divulgação de marcas, produtos ou serviços.

No encontro do dia 29/11, ocasião em que foi aplicada a pesquisa, foi debatido o tema “Redes Sociais: Um Fomentador de Negócios”, com as presenças de Maria Clara Batalha, gestora de e-commerce do Magazine Luiza; Thiago Guedes, gestor da Área de Estratégia da Guaraná Antarctica; e Hegel Vieira, diretor da Unidade Digital da RMA Comunicação.

Fonte: Exame.com

Os livros de marketing mais vendidos em 2011

Entra ano e sai ano, mudam as tendências, os cenários, os mercados e os consumidores, mas Philip Kotler continua como o principal formador de opinião em marketing.

O norte-americano é, pelo quarto ano consecutivo, o autor da obra mais vendida do segmento. Marketing 3.0 – as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano é o livro mais lido do ano de acordo com o Top 10 de Livros mais vendidos de marketing em 2011.

Há, no entanto, uma novidade no levantamento realizado pelo Mundo do Marketing anualmente a partir dos relatórios de vendas das livrarias e e-commerce da Saraiva, Siciliano, Fnac, Submarino, Cultura e Laselva deste ano. Kotler continua soberano, mas não com o clássico Administração de Marketing, desta vez, o segundo livro mais vendido do ano.

Esta é apenas a segunda das cinco obras de Kotler no Top 10 de 2011. As outras são Princípios de Marketing, em sétimo lugar, Marketing para o Século XXI, em oitavo, e Marketing de A a Z , em décimo.

A lista deste ano mantém o número de cinco brasileiros entre os mais vendidos autores de Marketing. Quatro deles falam sobre o mercado digital.

A Bíblia do Marketing Digital, de Cláudio Torres, está em terceiro lugar entre os livros mais vendidos no Brasil, seguido por A Revolução das Mídias Sociais, de André Telles, em quarto, Os 8 Ps do Marketing Digital, de Conrado Adolpho Vaz, em quinto, Marketing Na Era Digital, de Martha Gabriel, em sexto, e Gestão de Marketing e Comunicação, de Mitsuru Higuchi Yanaze, em nono.

O Top 10 de Livros mais vendidos de marketing traz duas importantes mudanças em 2011. Pela primeira vez, foi considerado o resultado de vendas da Laselva, importante canal de compra entre executivos em viagens pelo Brasil.

Outra alteração foi o número de obras analisadas para a formação do ranking. Ao contrário dos anos anteriores, em 2011, os 20 mais vendidos de cada livraria pontuaram para formar o ranking geral.

O resultando do levantamento feito este ano deixa claro a busca dos profissionais para se prepararem diante das transformações do mercado. Se nos anos anteriores o livro mais vendido – Administração de Marketing – conseguia a primeira posição no ranking por ser o mais recomendado pelas faculdades e MBAs, Marketing 3.0 e todas as obras focadas no mercado digital dão a dimensão de que o mundo realmente mudou.

Fonte: Exame.com

iTunes chega ao Brasil

O iTunes finalmente chegou ao Brasil. A Apple confirmou na manhã desta terça-feira, 13, que sua loja de conteúdo digital já apresenta artistas e filmes nacionais, além da versão em português.

A lista de músicos nacionais reúne nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Chico Buarque, Ivete Sangalo, Paula Fernandes, Maria Rita, Sandy, Lenine, Leonardo, Michel Teló, Belo e Marisa Monte.

Fora o acervo musical, é possível ver filmes nacionais como o Tropa de Elite 2.

Neste primeiro momento, as faixas estão disponíveis para comercialização em dólares.

Em nota, a Apple informou que também está levando a iTunes Store para mais 15 países latino americanos, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

Fonte: Meio e Mensagem